... O teu silêncio é um leque- Um leque fechado, um leque que aberto seria tão belo, tão belo, Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora não peque...
Me perguntaram pra quem é que eu escrevo Não respondi porque guardar segredo eu devo Só digo que ela é o meu maior enlevo Guardada a sete chaves em um cofre Um doce amor que enlouquece e me consome Tenho por ela um sentimento de amor enorme Hoje eu só vivo em função desse nome Porque só por ela é que o meu coração sofre.
Ela é o designio do destinho imperador Tem a sutileza da petala sedosa de uma flor E é como o sol que tem brilho e calor É uma princesa disfarçada de estrela O meu coração vive fora do compasso Embriagado pelo calor do seu abraço Está inserida em cada verso que eu faço Porque só atraves da poesia eu posso ve-la.
Os labios dela supera a doçura do mel É mais valiosa que ouro de um troféu Na presença dela eu faço uma idéia do céu É uma estrela,uma flor,uma princesa uma fada É a musa mais meiga que todo poeta quer Ela é tudo isso e bem mais que tudo que eu disser E de todo universo ela é a mais linda mulher Por ela minha alma confessa mais mais apaixonada.
Pedro Nogueira
No dia em que a flor de lótus desabrochou, A minha mente vagava, e eu não a percebi. Minha cesta estava vazia, e a flor ficou esquecida. Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim. Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro De um perfume no vento sul. Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade. Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se. Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim, Que ela era minha, e que essa perfeita doçura Tinha desabrochado no fundo do meu próprio coração.
Ah, por favor, doçura, doçura, doçura! Acalma esses arroubos febris, minha bela. Mesmo em grandes folguedos, a amante só deve Mostrar o abandono calmo da irmã pura.
Sê lânguida, adormece-me com os teus afagos, Iguais aos teus suspiros e ao olhar que embala. O abraço do ciúme, o espasmo impaciente Não valem um só beijo, mesmo quando mente!
Mas dizes-me, criança, em teu coração de ouro A paixão mais selvagem toca o seu clarim!... Deixa-a trombetear à vontade, a impostora!
Chega essa testa à minha, a mão também, assim, E faz-me juramentos pra amanhã quebrares, Chorando até ser dia, impetuosa amada!
Paul Verlaine, in "Melancolia" Tradução de Fernando Pinto do Amaral
Por seres quem me foste, grave e pura Em tão doce surpresa conquistada Por seres uma branca criatura De uma brancura de manhã raiada
Por seres de uma rara formosura Malgrado a vida dura e atormentada Por seres mais que a simples aventura E menos que a constante namorada
Porque te vi nascer de mim sozinha Como a noturna flor desabrochada A uma fala de amor, talvez perjura
Por não te possuir, tendo-te minha Por só quereres tudo, e eu dar-te nada Hei de lembrar-te sempre com ternura.
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Segue o caminho do teu coração e salta de coração em coração por este caminho semeado com pétalas vermelhas e corações vermelhos. Não te desvies, nem escolhas o coração incorreto. Segue as tuas sensações e permite que te conduzam pelo perfume da rosa vermelha.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Fala o meu amado e me diz: Levanta-te, amada minha, formosa minha, e vem. Pois eis que já passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; aparecem as flores na terra; já chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.
Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou… Assim também o eterno amor que prometeste, - Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, –Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou… Não me turbou, porém, o despeito que investe Gritando maldições contra aquilo que amou. De ti conservo no peito a saudade celeste… Como também guardei o pó que me ficou Daquele pequenino anel que tu me deste.
Cada palavra sua é uma pérola. Quando você fala é como se estivesse chovendo pérolas. Isto é chamado de doçura. Todos que o ouvem deveriam ficar inspirados para aprender. As palavras deveriam ser tais que todos as gravariam e ouviriam aquilo seguidas vezes. Portanto deixe que suas palavras tenham esta doçura. As vibrações de tais doces palavras automaticamente se propagam no mundo. Cada palavra sua deveria ser grandiosa.
(Brahma Kumaris)
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo um carinho no momento preciso o folhear de um livro de poemas o cheiro que tinha um dia o próprio vento...