domingo, 11 de abril de 2010





























Somente em mulheres divinas, a Beleza extrapola no olhar... à doçura excede o perfume, e a amorosidade, o carinho e o afeto, traduzem-se no toque das mãos.

[Capítulo Quinto, aforismo XLI do livro ESCRITOS REUNIDOS]

Henrique de Shivas

Fala -me de ti


















Fala-me de ti
com acentos de mar
e jeito de vento
Fala-me com a doçura dos beijos
queimando a minha pele
na ânsia do tormento
em que me gasto
expectante

As minhas palavras de amor
escreveste-as na areia
e perderam-se
as que me vieram de ti
ainda correm no meu sangue
como emocionada lava
ardente

Fala-me de ti
com o peso dos silêncios
Porque inúteis são todas as palavras
no arrepio de vontades e sedes
ou quando te recupero
das redes do amor
e te gasto
combustando-me
no teu fogo

Fala-me de ti.

Edgardo Xavier



















Os homens que se emocionam com as paixões são capazes de ter mais doçura na vida.
René Descartes

Doçura





















Quando eu voltar
Trarei flores
Enfeitarei o caminho
E, se você regar
Doçura colherá.

Arnalda Rabelo

Doçura


















Cada palavra sua é uma pérola. Quando você fala é como se estivesse chovendo pérolas. Isto é chamado de doçura. Todos que o ouvem deveriam ficar inspirados para aprender. As palavras deveriam ser tais que todos as gravariam e ouviriam aquilo seguidas vezes. Portanto deixe que suas palavras tenham esta doçura. As vibrações de tais doces palavras automaticamente se propagam no mundo. Cada palavra sua deveria ser grandiosa.

(Brahma Kumaris)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Madrugada no campo























Com que doçura esta brisa penteia
a verde seda fina do arrozal –
Nem cílios, nem pluma, nem lume de lânguida
lua, nem o suspiro do cristal.

Com que doçura a transparente aurora
tece na fina sede do arrozal
aéreos desenhos de orvalho! Nem lágrima,
nem pérola, nem íris de cristal...

Com que doçura as borboletas brancas
prendem os fios verdes do arrozal
com seus leves laços! Nem dedos, nem pétalas,
nem frio aroma de anis em cristal.

Com que doçura o pássaro imprevisto
de longe tomba no verde arrozal!
– Caído céu, flor azul, estrela última:
súbito sussurro e eco de cristal.

Cecília Meireles



























Felicidade deveria ser palpável. Uma coisa que pudesse segurar e pôr em algum lugar seguro, como uma caixa com tampa ou uma garrafa com rolha. E, mais tarde então, quando estivesse muito triste, que fosse possível tirar, olhar, sentir, cheirar e ser feliz novamente"
(Victoria) Rosamunde Pilcher

terça-feira, 6 de abril de 2010


















A chuva chove...
A chuva chove mansamente...como um sono
Que tranquilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente...Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
A alma, evocando coisas líricas de outono..."

Cecilia Meireles