quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tannhäuser

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Com um ataque preciso das flautas e clarinetas a música se inicia.
Por um momento penso que todos ouvem as batidas do meu coração.
As cordas em silêncio respeitoso, aguardam o momento certo para juntarem-se à orquestra.
Enquanto conto as pausas e acompanho a evolução dos metais, minhas mãos apertam o violino e todo meu corpo estremece.
Meu Deus! Quão bela é a música de Wagner!
(...)

Nana Pereira
Est enim amicitia nihil aliud nisi omnium

divinarum humanarumque

rerum cum benevolentia

et caritate consensio ...


Marco Túlio Cicero, De Amicitia



Pois a amizade nada mais é que o acordo perfeito,

acompanhado de benevolência e afeição,

de todas as coisas humanas e divinas…


trad. De Gilson César Cardoso de Souza




domingo, 30 de agosto de 2009




Minha canção te envolverá com sua música, como os abraços sublimes do amor. Tocará o teu rosto como um beijo de graças.
Tagore

sexta-feira, 28 de agosto de 2009





























Quando canto, torno-me canção,
quando escrevo torno-me poema,
quando vos digo: amo-vos,
torno-me o verbo amar
em todos os tempos.

Georges Dor

quinta-feira, 27 de agosto de 2009




«Se querem que as vossas crianças sejam inteligentes, leiam-lhes contos de fadas.
Se querem que elas sejam mais inteligentes, leiam-lhes mais contos de fadas.»

Einstein

















" Dá-me mil beijos, depois cem, depois outros mil, depois mais cem,
depois mil, depois cem; por fim, quando tivermos somado muitos
milhares, vamos confundir a conta para não sabê-la e para que nenhum
invejoso possa nos jogar mau-olhado quando souber que nos demos tantos
beijos."
Carta de amor de Catulo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009



























A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte.
George Sand

terça-feira, 25 de agosto de 2009

À Espera do Amado



























Disse-me baixinho:
— Meu amor, olha-me nos olhos.
Ralhei-lhe, duramente, e disse-lhe:
— Vai-te embora.
Mas ele não foi.
Chegou ao pé de mim e agarrou-me as mãos...
Eu disse-lhe:
— Deixa-me.
Mas ele não deixou.

Encostou a cara ao meu ouvido.
Afastei-me um pouco,
fiquei a olhá-lo e disse-lhe:
— Não tens vergonha? Nem se moveu.
Os seus lábios roçaram a minha face.
Estremeci e disse-lhe:
— Como te atreves?
Mas ele não se envergonhou.

Prendeu-me uma flor no cabelo.
Eu disse-lhe:
— É inútil.
Mas ele não fez caso.
Tirou-me a grinalda do pescoço
e abalou.
Continuo a chorar,
e pergunto ao meu coração:
Porque é que ele não volta?

Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Tradução de Manuel Simões