segunda-feira, 27 de junho de 2011

Canção de inverno





Cai a neve, de mansinho...
Cai a neve em meus cabelos,
Que eram de ouro e são de luar.
Altas torres de castelo...
Cai a neve, de mansinho,
Para os sonhos sepultar.
Cai a neve... tão de leve!
No meu rosto, brando e brando,
Será a neve resvalando.
Ou é o pranto a deslizar?

Helena Kolody

O inverno




















É inverno.O vento, o frio trazendo...
O sol, até abdica de lutar e parece,
Olhar tímido a névoa que cresce,
Subindo dos lagos e rios.Fazendo...

Tudo nos parecer triste e sombrio.
O inverno, vindo de todos os lados!
Abraça-nos e nos faz enregelados,
Encolhidos, e tristonhos E do frio...

Somente nos livramos abraçando,
(Tentando num só corpo se tornar!)
A pessoa amada.E, assim negando...

A lei que diz: Duas pessoas, não
Podem o mesmo espaço ocupar!
(A não ser com muito frio e paixão!)

Pedro Paulo da Gama Bentes

sexta-feira, 24 de junho de 2011




















Noite de São João, noite fria de junho, noite quente de amor.

Carlos Magalhães de Azeredo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aula de tango

Ir para aula de tango numa segunda-feira e dançar Calambre tendo como espectadora minha querida filha Ana Carolina não tem preço.
Para todas as outras coisas existem os cartões de crédito.


Nana Pereira






domingo, 19 de junho de 2011




























No inverno parece
Linda uma flor,
Que no meio de abril
Se desprezou.
Na sombra é bela
A própria estrela
que em face do sol
Não se olhou

Pietro Metastasio , poeta italiano
















Noite fria de junho. O céu negro e cinzento.
Lá na altura há balões tocados pelo vento.

J.G. de Araújo Jorge

sábado, 18 de junho de 2011

Poema Transitório





























(...) é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!

... no entanto
eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas.

Mário Quintana

sábado, 11 de junho de 2011






















Que me importa saber que está no fim o outono,
se vejo toda em flor afora a minha estrada?

Adelaide Blumenschein