- Faz de conta que sou abelha. - Eu serei a flor mais bela. - Faz de conta que sou cardo. - Eu serei somente orvalho. - Faz de conta que sou potro. - Eu serei sombra em agosto. - Faz de conta que sou choupo. - Eu serei pássaro louco, pássaro voando e voando sobre ti vezes sem conta. - Faz de conta, faz de conta. Eugênio de Andrade
O domingo era uma coisa pequena. Uma coisa tão pequena que cabia inteirinha nos teus olhos. Nas tuas mãos estavam os montes e os rios e as nuvens. Mas as rosas, as rosas estavam na tua boca.
Hoje os montes e os rios e as nuvens não vêm nas tuas mãos. (Se ao menos elas viessem sem montes e sem nuvens e sem rios ...) O domingo está apenas nos meus olhos e é grande. Os montes estão distantes e ocultam os rios e as nuvens e as rosas.
Eugénio de Andrade
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Quando a noite cair, fica à janela! E contempla o infinito firmamento. vê que planícies fulgurantes e belas! Vê que deslumbramento.
Olha a primeira estrela que aparece Além, naquele ponto do horizonte... Brilha, trêmula e vívida...Parece... Um farol sobre o píncaro do monte.
Olavo Bilac
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Para caminhar sem medo (Haicais)
Seja manhã ou de noite, meu coração a cantar segue a gemer e pulsar.
Harpas e bandolins tocaram as estrelas como se fossem sinos.
Para o céu ser luz e música, dos sonhos eu fiz muitas canções.
Com as lágrimas, escrevi poemas e partituras... E caminhei sem medo!