sábado, 22 de janeiro de 2011




























Tens o leque desdobrado
Sem que estejas a abanar.
Amor que pensa e que pensa
Começa ou vai acabar.

Fernando Pessoa

domingo, 16 de janeiro de 2011
























O filho é o nosso coração que sai para outro corpo.
Afrânio Peixoto

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

























“Há pessoas que são como romãs: quando lhe abrem
a boca, mostra o que lhes vai no coração.”
(Tradição popular japonesa)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Faz de conta

















- Faz de conta que sou abelha.
- Eu serei a flor mais bela.
- Faz de conta que sou cardo.
- Eu serei somente orvalho.
- Faz de conta que sou potro.
- Eu serei sombra em agosto.
- Faz de conta que sou choupo.
- Eu serei pássaro louco, pássaro voando e voando sobre ti vezes sem conta.
- Faz de conta, faz de conta.
Eugênio de Andrade

Despertar




















É um pássaro, é uma rosa,

é o mar que me acorda?

Pássaro ou rosa ou mar,

tudo é ardor, tudo é amor.

Acordar é ser rosa na rosa,

canto na ave, água no mar.


Eugénio de Andrade

Pequena elegia chamada domingo


















O domingo era uma coisa pequena.
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens. Mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.

Hoje os montes e os rios
e as nuvens não vêm nas tuas mãos.
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios ...)
O domingo está apenas nos meus olhos
e é grande.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas.

Eugénio de Andrade

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


















Quando a noite cair, fica à janela!
E contempla o infinito firmamento.
vê que planícies fulgurantes e belas!
Vê que deslumbramento.

Olha a primeira estrela que aparece
Além, naquele ponto do horizonte...
Brilha, trêmula e vívida...Parece...
Um farol sobre o píncaro do monte.

Olavo Bilac

terça-feira, 28 de dezembro de 2010






















Para caminhar sem medo
(Haicais)


Seja manhã ou de noite,
meu coração a cantar
segue a gemer e pulsar.


Harpas e bandolins
tocaram as estrelas
como se fossem sinos.


Para o céu ser luz
e música, dos sonhos
eu fiz muitas canções.


Com as lágrimas, escrevi
poemas e partituras...
E caminhei sem medo!


Theresa Catharina de Góes Campos