segunda-feira, 10 de agosto de 2009






Amizade nossa ele não queria acontecida simples, no comum, sem encalço. A amizade dele, ele me dava. E amizade dada é amor. 

 João Guimarães Rosa in Grande Sertão: veredas

domingo, 9 de agosto de 2009























"Dormiram nessa noite os sóis e as luas abraçados, enquanto as estrelas giravam devagar no céu,

Lua onde estás,

Sol onde vais."

José Saramago, Memorial do Convento

Dia dos pais?




























Não vou desejar feliz dia dos pais para nenhum homem.

Dia dos pais é todo dia.

Filhos, respeitem e amem seus pais!


Pais, eduquem e amem seus filhos!



Meu carinho especial vai para as mulheres que por força das circunstâncias, fizeram e fazem o papel que muitos homens deveriam fazer : serem pais verdadeiramente.

São mulheres que acumulam as funções de mães, pais, educadoras, provedoras, conselheiras , cozinheiras , babás e anjo da guarda.

Para elas eu tiro o meu chapéu... meu sapato ... meu casaco!
Nana Pereira

sábado, 8 de agosto de 2009




















Costuma-se dizer que as paredes têm ouvidos,
imagine-se o tamanho que terão as orelhas das estrelas."

José Saramago

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Doçura



















– Cuidado com a doçura das coisas.

– Por que cuidado?

– Porque você se acostuma com elas.

Diálogo do filme L'Homme du train

Favo de ternura
















Seja a palavra
um favo
de ternura
tu
uma abelha
eu
o poema e o mel.
(...)
João Manuel Ribeiro


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Poema egípcio da Vigésima Dinastia (1200-1085 A. C.)





"Ó bem amado
é doce entrar no lago
e mergulhar diante dos teus olhos...
E assim eu venho,
Ó bem amado,
ao teu encontro
com minha veste do linho mais fino molhada
modelando a curva dos meus seios..."

Nefertiti, poema dedicado a Akhenaton, faraó egípcio.

domingo, 2 de agosto de 2009

As seis cordas



A guitarra
faz soluçar os sonhos.
O soluço das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tarântula,
tece uma grande estrela
para caçar suspiros
que bóiam no seu negro
abismo de madeira.

Federico Garcia Lorca