quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Sentimentos de mãe
seu filho preferido, aquele que mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso,respondeu:
"Nada mais volúvel que um coração de mãe.
E como mãe lhe respondo : o filho dileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma,
é o meu filho doente até que sare
O que partiu, até que volte,
O que está cansado, até que descanse,
O que está com fome, até que se alimente,
O que está com sede, até que beba,
O que está estudando , até que aprenda,
O que está nu, até que se vista,
O que não trabalha, até que se empregue,
O que namora, até que se case,
O que casa, até que conviva,
O que é pai, até que os crie
O que prometeu, até que cumpra,
O que deve, até que pague,
O que chora, até que cale,
E já com o semblante bem distante daquele
sorriso, completou:O que já me deixou,
até que o reencontre."
(autor desconhecido)

terça-feira, 16 de setembro de 2008
Dança das borboletas

Pequenos pedaços do arco-íris: borboletas
Delicadas e coloridas ,dançam
Extraindo o néctar das flores
Um minueto elegante e gracioso
Minueto de Boccherini
Dança de passos miúdos
Delicadas, encantadoras e efêmeras
luzes aladas voando de flor em flor
Papillon, butterfly,farfalla , borboleta.
By Nana Pereira
sábado, 13 de setembro de 2008
No meu jardim moram meus sonhos
É um ritual do qual participo todas as manhãs, mesmo nas manhãs chuvosas.
Eu o considero quase sagrado, já que dá de frente para a igreja de Santa Cecília.
Até parece que as plantas dançam ao som do badalar do sino assim que o dia nasce.
Feliz da criatura que, como eu, ainda encontra num jardim paz ao seu espírito, que sente prazer em cuidar das plantas, que sente orgulho e emoção ao ver uma pequena muda desenvolver-se em folhas , flores e frutos.
Sim, frutos!
Porque no meu jardim cultivo romãs e tomates!
Os pequenos tomates vermelhinhos vão na salada da minha filha, que com orgulho apregoa :
"- É do jardim da minha mãe!"
Talvez por isso, nunca sinto-me só. Sinto-me rodeada de amigos.
O meu jardim é um pequeno oásis numa cidade de concreto e fumaça.É onde meu pensamento viaja enquanto contemplo uma nova flor surgindo ou um pássaro qualquer que veio tomar da água dos meus bebedouros.
É impossível não sorrir e ter o coração invadido de amor!
No meu jardim moram meus sonhos e a alegria de acordar todos os dias!
Nana Pereira





Mensageiros da primavera

Estamos em setembro
Posso sentir o Zéfiro anunciando a primavera
Ventos perfumados despenteiam meus cabelos
Toda a natureza prepara-se para recebê-la,
O sol e a lua regem o céu mais azul,
Os rios e os lagos fecundam a terra,
As árvores preparam-se para florescer,
Os pássaros escolhem seus pares,
Sinfonia de gorjeios e trinados
Bem-te-vis e sabiás-laranjeira
Mensageiros da primavera
A romanzeira exibe suas primeiras flores
Toda Terra exulta, bela e orgulhosa
Que maravilha viver!
By Nana Pereira
quarta-feira, 23 de julho de 2008
HISTÓRIA DO CASAMENTO

O ritual vem de Roma, mas foi na Inglaterra que a rainha Vitória, ousada para o seu tempo, inaugurou o casamento por amor e de branco.
A cerimonia de casamento, com noiva e culto religioso, nasceu na Roma antiga. Não se sabe ao certo em que ano, mas vêm de lá as primeiras notícias de mulheres vestirem-se especialmente para a ocasião. Prendiam flores brancas (símbolo de felicidade e longa vida) e ramos de espinheiro (afasta os maus espíritos) aos cabelos, além de se perfumarem com ervas aromáticas. Virou tradição. Desde então, o figurino da noiva ganhou novos símbolos, entre eles o véu, uma referência à deusa Vesta (da honestidade), que na mitologia greco-romana era a protetora do lar. Não é por acaso que a cerimônia de casamento tenha nascido em Roma. Avançados para sua época, foram os romanos os primeiros a propor uma união “de direito”, instituindo a monogamia e a liberdade da noiva se casar espontaneamente, diante de juízes, testemunhas e com as garantias da lei.
Durante a Idade Média, as mulheres perderam terreno e escolher o noivo passou a ser uma questão de família. O casamento da época era decidido quando a menina tinha entre três e cinco anos. Neste período, o noivado tornou-se mais importante reunindo na igreja, além dos noivos, pais e convidados para troca de alianças em ofício religioso. Um embrião dos casamentos atuais.
Na era medieval, o vermelho foi a cor nupcial preferida. Simbolizava “sangue novo” para a continuação da família e numa celebração acompanhada de muito ouro. Parecido aos dias de hoje em que a suntuosidade indica o poder da família. Mas foi uma rainha, de nome Vitória, que na Inglaterra inaugurou o primeiro visual noiva, tal qual o de hoje. Apaixonada pelo primo, o príncipe Albert de Saxe-Cobourg-Gotha, ela tomou a iniciativa de pedi-lo em casamento (o protocolo de época dizia que ninguém poderia fazer tal pedido a uma rainha). Ele aceitou. Foi a primeira vez que se teve notícias de alguém casar por amor. Vitória foi mais ousada: acrescentou ao seu traje nupcial algo proibido para uma rainha da época - um véu (para provar sua identidade, em público, a soberana jamais se cobria). Nascia aí um costume que atravessaria o tempo e daria a Vitória o reconhecimento de trazer para a nossa época o amor, como sentimento básico para unir um homem e uma mulher. Com a chegada de uma nova classe social - a dos burgueses -, cria-se um código para sinalizar quando a mulher era virgem: casar de branco. Era a garantia ao futuro marido de sua descendência, já que a virgindade significava a legitimidade da prole.
Foto: Vinícius Matos




