O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores… E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes, O vento varria as músicas, O vento varria os aromas… E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos E as amizades… O vento varria as mulheres… E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses E varria os teus sorrisos… O vento varria tudo! E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo.
Cai a neve, de mansinho... Cai a neve em meus cabelos, Que eram de ouro e são de luar. Altas torres de castelo... Cai a neve, de mansinho, Para os sonhos sepultar. Cai a neve... tão de leve! No meu rosto, brando e brando, Será a neve resvalando. Ou é o pranto a deslizar?
Ir para aula de tango numa segunda-feira e dançar Calambre tendo como espectadora minha querida filha Ana Carolina não tem preço. Para todas as outras coisas existem os cartões de crédito.
Nana Pereira
domingo, 19 de junho de 2011
No inverno parece Linda uma flor, Que no meio de abril Se desprezou. Na sombra é bela A própria estrela que em face do sol Não se olhou
Pietro Metastasio , poeta italiano
Noite fria de junho. O céu negro e cinzento. Lá na altura há balões tocados pelo vento.
(...) é preciso partir é preciso chegar é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!
... no entanto eu gostava mesmo era de partir... e - até hoje - quando acaso embarco para alguma parte acomodo-me no meu lugar fecho os olhos e sonho: viajar, viajar mas para parte nenhuma... viajar indefinidamente... como uma nave espacial perdida entre as estrelas.
Mário Quintana
sábado, 11 de junho de 2011
Que me importa saber que está no fim o outono, se vejo toda em flor afora a minha estrada?